O futuro das nossas cidades
- Igor Vetyemy

- 16 de jan.
- 2 min de leitura
Atualizado: 13 de mar.
Igor de Vetyemy
Sócio-diretor Carioca Arquitetos Associados
Artigo publicado em agosto de 2016 revista Office Style
Como serão as nossas cidades em 50, 70, 100 anos? Essa pergunta poderia ter uma série infindável de respostas dependendo do ângulo pelo qual se aborde a questão. Afinal, sabemos que nossas cidades funcionam como organismos vivos e complexos, com um metabolismo todo particular e infinitas variáveis que as vão moldando ao longo do tempo. São questões sociais, políticas, climáticas, culturais, tecnológicas e de tantas outras naturezas que a lista poderia seguir sem fim. Mas um ponto comum entre essas variantes é que todas elas, eventualmente, acabam por produzir resultados físicos. São marcas, cicatrizes e regenerações que vão paulatinamente moldando ou modificando a paisagem construída da cidade que as abriga.
Por isso, algo essencial em qualquer tentativa de entender o espaço em que viveremos no futuro é investigar, atentando para todos esses fatores, quais as tendências que podem implicar em grandes alterações físicas do espaço que nos cerca. E no momento em que vivemos nenhum outro aspecto do comportamento da sociedade é mais relevante do que a tendência migratória, ainda e cada vez mais direcionada para o adensamento das regiões que já apresentam maior densidade populacional: as cidades. As grandes cidades. As metrópoles e megalópoles em especial.
É fato que vivemos cada vez mais concentrados. E sabemos também que continuaremos a viver nos concentrando, cada vez mais, nos grandes centros urbanos em que hoje já vive a maioria de nós. Desde 2010, pela primeira vez, mais da metade da população mundial passou a viver em cidades. Em 2014, relatório da ONU já apontava 54% de população urbana no mundo. Hoje, de acordo com o Centro de Estudos Urbanos dos Estados Unidos Demographia, 56% de nós já vive não simplesmente em cidades, mas apenas nos maiores aglomerados urbanos do planeta e em 2050 estima- se que 2/3 da população mundial viva em cidades.
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